Soluções e Reações Químicas – Parte 2

10 de dezembro de 2009
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Soluções e Reações Químicas – Parte 1

10 de dezembro de 2009

DETERMINANDO O pH DE UMA SOLUÇÃO

9 de dezembro de 2009

MATERIAIS E REAGENTES

MATERIAIS:

  • 1 Proveta de 10 mL
  • 1 pipeta de 10 mL
  • 1 conta-gotas
  • 1 estante para tubos de ensaio
  • 12 tubos de ensaio
  • 1 funil

REAGENTES:

  • H2O destilada
  • Álcool etílico
  • Ácido clorídrico concentrado
  • Hidróxido de sódio
  • Papel de tornassol azul
  • Papel de tornassol vermelho
  • Azul de bromotimol
  • Alaranjado de metila
  • Fenolftaleína

Informações gerais:

Indicador Intervalo de

Viragem

Cor abaixo do

Intervalo

Cor acima do

Intervalo

Tornassol de 5,0 a 8,0 Vermelho Azul
Azul de bromotimol de 6,0 a 7,6 Amarelo Azul
Alaranjado de metila de 3,1 a 4,4 Vermelho Laranja-amarelado
Fenolftaleína de 8,0 a 9,8 Incolor Vermelho

 METODOLOGIA

1- Com o auxílio de uma pipeta, coloque 10 mL de solução de HCl 0,1 mol/L em um tubo de ensaio. Identifique o tubo com a representação [H1+] = 10-1 mol/L.

2- Transfira 1 mL desse ácido para a proveta de 10 mL e lave a pipeta.

3- Complete os 10 mL da proveta com água destilada.

4- Com o auxílio de um funil, transfira a solução para outro tubo de ensaio a fim de homogeneizá-la e rotule como [H1+] = 10-2 mol/L.

5- Retire 1 mL da solução contida no tubo e transfira para a proveta lavada.

6- Complete 1 mL da proveta, transfira a solução para o terceiro tubo de ensaio e rotule como [H1+] = 10-3 mol/L.

7- Repita os procedimentos anteriores para produzir concentrações de 10-4, 10-5 e 10-6.

8- Transfira uma alíquota de 1 m/L de cada amostra para seis tubos distintos e teste um dos indicadores.

9- Repita o processo para os demais indicadores.

QUESTÃO DE VERIFICAÇÃO:

1) Quais indicadores se mostraram mais eficazes?

2) Preencha a tabela abaixo com os dados obtidos:

Indicador 10-1 mol/L  10-2 mol/L 10-3 mol/L 10-4 mol/L 10-5 mol/L 10-6 mol/L
Tornassol            
Azul de bromotimol            
Alaranjado de metila            
Fenolftaleína            

SANGUE DO DIABO

9 de dezembro de 2009

INTRODUÇÃO

Imagina estar com sua roupa branquinha e limpinha e alguém entornar um líquido vermelho nela, a idéia de que aquilo vai manchar e que você nunca mais poderá usar aquela roupa será instantânea. Passados alguns segundos o líquido simplesmente evapora sem deixar resíduo algum, e a sensação de intriga e curiosidade se sobrepõe ao nervosismo.

Isso é possível, porque o produto é na verdade uma base, o hidróxido de amônio. Esta substância é instável e se decompõe rapidamente em amônia e água, a amônia por sua vez é um gás na temperatura ambiente e evapora muito rapidamente.

A substância presente na roupa da pessoa então é água pura, que é neutro, o sinalizador então, que no nosso caso será a fenolftaleína, fica incolor e a roupa volta ao estado normal sem deixar nenhum vestígio.

MATERIAIS E REAGENTES

MATERIAIS:

  • 1 Béquer de 100 mL
  • 1 Béquer de 250 mL
  • 1 bastão de vidro

REAGENTES:

  • Amoníaco ou Hidróxido de Amônio
  • Fenolftaleína
  • Álcool comum
  • Água

 METODOLOGIA

1) Misture 20 mL de fenolftaleína com 50 ml de álcool, esta é a substância indicadora, fica avermelhada em meio básico e neutra em meio neutro ou ácido.

2) Coloque agora num segundo reservatório 150 mL de água e 80 mL de amoníaco.

3) Vá misturando calmamente a substância indicadora no segundo reservatório observando a mudança de cor, escolha o tom vermelho desejado e está pronto o sangue do diabo.

4) Coloque num pulverizador e brinque jogando o líquido na roupa, nunca próximo ao rosto.

PREPARANDO SABÃO

9 de dezembro de 2009

MATERIAIS E REAGENTES

MATERIAIS:

  • 2 tubos de ensaio
  • 1 balança
  • 2 béqueres de 100 mL
  • 1 rolha de borracha
  • 1 proveta de 50 mL
  • 1 conjunto com tripé, tela com amianto e bico de bunsen
  • 1 espátula
  • 1 disco de papel-filtro
  • 1 bastão de vidro
  • Fósforos de segurança

REAGENTES:

  • Água
  • Hidróxido de sódio (NaOH)
  • Etanol
  • Óleo vegetal comestível
  • Cloreto de sódio (NaCl)

METODOLOGIA

1 – Reserve 3 g de hidróxido de sódio.

2 – Transfira o conteúdo para um do béquer.

3 – Adicione 100 mL de água e homogeneíze a solução.

4 – Adicione 15 mL de álcool etílico e homogeneíze a solução com bastão de vidro.

5 – Coloque 20 mL de óleo vegetal e aqueça-o até a ebulição, homogeneizando-o durante todo o processo com bastão de vidro e mantendo a temperatura branda para que não transborde.

6 – Interrompa o processo quando não tiver mais a presença aparente de óleo em suspensão.

7 – Prepare em o outro béquer 30 mL de solução saturada de cloreto de sódio.

8 – Adicione a solução do primeiro béquer e mantenha-a aquecida por alguns minutos.

9 – Desligue o fogo e deixe a solução esfriar.

10 – Recolha um pouco do material sobrenadante e transfira-o para um tubo de ensaio contendo um pouco de água.

11 – Agite o tubo vigorosamente e observe.

12 – Em um segundo tubo, coloque um pouco de água e igual quantidade de óleo, de forma que não exceda a 1/4 da capacidade do tubo.

13 – Adicione um pouco do sobrenadante do béquer nesse novo tubo, agite-o com vigor e observe.

QUESTÃO DE VERIFICAÇÃO:

1. Que tipo de reação foi observado no interior do béquer?

2. Por que a ação do sabão sobre gorduras pode ser chamada de emulsificação?

3. Como age o sabão na limpeza de gorduras?

4. Por que o sabão espuma?

5. Pesquise: Qual a diferença entre sabão e detergente?

FERMENTAÇÃO

9 de dezembro de 2009

MATERIAIS E REAGENTES

MATERIAIS:

  • 1 balão kitassato de 250 mL
  • 2 béqueres de 100 mL
  • 1 proveta de 20 mL
  • 1 pipeta de 5 mL
  • 1 bastão de vidro
  • 1 rolha de borracha
  • 1 pedaço de mangueira de látex de aproximadamente 20 cm

REAGENTES:

  • Solução saturada 0,02 mol/L de hidróxido de cálcio – Ca(OH)2
  • H2O destilada
  • Caldo-de-cana
  • Fermento biológico

METODOLOGIA

1 – Coloque 50 mL de caldo-de-cana no balão kitassato.

2 – Adapte a mangueira na saída do kitassato.

3 – Coloque em um béquer 50 mL de solução de hidróxido de cálcio 0,02 mol/L.

4 – Introduza a outra extremidade da mangueira no interior da solução contida no béquer.

5 – No outro béquer, dissolva 1/4 do fermento biológico em uma pequena porção de água.

6 – Coloque o fermento dissolvido dentro do kitassato e tape-o com a rolha.

7 – Aguarde alguns dias para verificar os resultados.

 QUESTÕES DE VERIFICAÇÃO:

1. O que aconteceu com o líquido do béquer após o prazo de espera?

2. Quais reações ocorrem no interior do kitassato?

3. Como age o fermento na reação?

4. Que tipo de fermentação ocorreu?

5. Se utilizássemos água com açúcar, o resultado seria o mesmo? Justifique.

EXTRAINDO E SEPARANDO PIGMENTOS VEGETAIS

9 de dezembro de 2009

MATERIAIS E REAGENTES

MATERIAIS:

  • 2 béqueres de 500 mL
  • 1 bastão de vidro
  • 1 conjunto de almofariz com pistilo
  • 1 funil
  • 1 conjunto com tripé, tela com amianto e bico de bunsen
  • Fósforos de segurança
  • 1 chumaço de algodão
  • 1 pedaço de fita adesiva
  • 1 tira estreita de papel-filtro que alcance o fundo do béquer

REAGENTES:

  • Espinafre
  • Água
  • Etanol

METODOLOGIA

1 – Ponha aproximadamente 100 mL de água no béquer e aqueça-a até ferver.

2 – Corte em pequenos pedaços as folhas de espinafre e coloque-as na água fervente por cerca de 3 minutos.

3 – Com muito cuidado para não se queimar, retire as folhas cozidas de dentro do béquer e transfira-as para o almofariz.

4 – Com o auxílio do pistilo, macere as folhas com aproximadamente 5 mL de álcool até obter um extrato concentrado, porém líquido. Caso a solução encontre-se muito viscosa, acrescente um pouco de álcool, até que a viscosidade desapareça.

5 – Coloque o chumaço de algodão no interior do funil e filtre o extrato para remover os resíduos que eventualmente possam existir.

6 – Fixe o ponto mais estreito da tira de papel-filtro ao centro do corpo do bastão de vidro e deite o conjunto na boca do béquer, de modo que a ponta da tira fique imersa na solução.

7 – Aguarde alguns minutos e observe o que acontece com o papel-filtro.

QUESTÕES DE VERIFICAÇÃO:

1) Qual a finalidade do álcool no processo?

2) Qual a função do conjunto almofariz e pistilo?

3) Qual o nome do processo usado para separar os pigmentos?

4) Que princípio foi explorado no processo de separação dos pigmentos?

5) Quais as cores obtidas no papel-filtro e quantas substâncias puderam ser separadas por esse processo?

DESTILANDO A MADEIRA

9 de dezembro de 2009

MATERIAIS E REAGENTES

MATERIAIS:

  • 2 tubos de ensaio grandes
  • 1 béquer de 500 mL
  • 1 conjunto com tripé, tela com amianto e bico de bunsen
  • 1 rolha para o tubo de ensaio grande, perfurada para adaptação de um tubo de vidro em L
  • 1 rolha para o outro tubo de ensaio grande com dois orifícios para a adaptação de um tubo de vidro em L
  • 2 tubos de vidro em L, sendo um deles maior que o outro
  • 1 pinça de madeira
  • 1 suporte universal com adaptações necessárias para a fixação de um tubo de ensaio
  • Fósforos de segurança

REAGENTES:

  • Serragem de madeira
  • Água

METODOLOGIA

1- Preencha 3/4 do volume do béquer com água e coloque-o sobre o tripé e a tela com amianto.

2 – Coloque a serragem no interior de um dos tubos de ensaio até 1/3 de seu volume.

3- Monte o experimento conforme o modelo.

4- Acenda o bico de bunsen e aqueça o tubo com a serragem.

5- Aguarde aproximadamente 1 minuto e aproxime uma chama da saída do tubo de vidro aberto; repita o processo caso a chama se apague.

6- Se for necessário, mude a posição da chama para que possa destilar maior quantidade de serragem.

QUESTÕES DE VERIFICAÇÃO:

1) O que foi observado no interior do tubo após o término do experimento?

2) É possível dizer quantas substâncias contém a mistura presente no interior do tubo mergulhado no béquer?

3) Como podemos afirmar que a destilação da madeira produz gases?

4) Há produção de substâncias puras no processo? Justifique.

5) Pesquise: Quais os principais produtos extraídos da madeira?

SEPARAÇÃO DE MISTURAS

9 de dezembro de 2009

MATERIAIS E REAGENTES

MATERIAIS:

  • Béquer
  • Bico de bunsen
  • Tubos de ensaio
  • Bastão de vidro
  • Funil de vidro
  • Papel de filtro
  • Vidro de relógio
  • Termômetro
  • Centrífuga
  • Suporte universal
  • Argola pequena
  • Estante para tubos

 REAGENTES:

  • Mistura de enxofre e sulfato de cobre
  • Vinho tinto
  • Leite
  • Sulfeto de carbono (CS2)
  • Ácido acético diluído (C2H4O2)

 METODOLOGIA

Experimento A: Separação da mistura de enxofre e sulfato de cobre

1- Colocar em um tubo de ensaio pequena porção da mistura de enxofre e sulfato de cobre. Observar.

2- Adicionar 5 mL de água e agitar durante 2 minutos.

3- Filtrar a mistura contida no tubo de ensaio, lavando a substância retida no papel de filtro duas vezes com 1 mL de água.

4- Abrir o papel de filtro e deixar a secar a substância por ele retida.

5- Concentrar a solução filtrada, por aquecimento cuidadoso, até precipitar-se a substância dissolvida. Deixar esfriar. Identificar a substância sólida.

Experimento B: Separação do Leite

1- Colocar 10 mL de leite no copo de béquer. Juntar 40 mL de água. Agitar com o bastão de vidro.

2- Gotejar a solução de ácido acético diluído, agitando com o bastão de vidro. Observar a floculação da caseína.

3- Colocar a solução em um tubo de ensaio e centrifugá-lo por 3 minutos. Observar

Experimento C: Destilação do vinho.

1- Observar a montagem do aparelho conforme a figura abaixo:

2- Colocar no balão de destilação através do funil, 100 mL de vinho tinto. Juntar uma pérola de vidro, para evitar a super ebulição.

3- Fechar o balão com a rolha que contém o termômetro e iniciar o aquecimento.

4- Observar a destilação. Recolher no erlenmeyer 20 mL do destilado. Apagar o fogo.

5- Observar o líquido destilado. Identificar, pelo odor, o álcool nele contido.

QUESTÕES DE VERIFICAÇÃO:

Experimento A: Separação da mistura de enxofre e sulfato de cobre

A mistura de enxofre e sulfato de cobre é homogênea ou heterogênea? Justifique.

A água dissolve o enxofre ou o sulfato de cobre?

Qual a substância retida pelo papel de filtro?

Experimento B: Separação do Leite

O leite é uma mistura ou uma substância?

Experimento C: Destilação do vinho.

O vinho é homogêneo ou heterogêneo? Justifique.

OBTENDO A ACETONA

9 de dezembro de 2009

OBJETIVO

  • Obtenção da propanona.

 INTRODUÇÃO

Acetona é o nome usual da dimetilcetona ou propanona, CH3COCH3 cuja fórmula estrutural é:

Trata-se de um líquido incolor, de cheiro agradável, inflamável, com ponto de ebulição de 56,5°C e densidade de 0,792 g/mL. E utilizada principalmente como solvente de esmaltes, tintas e vernizes.

O fenol comum (também conhecido como ácido fênico) ou hidroxibenzeno.

Faz parte de um grupo de compostos orgânicos que apresenta uma ou mais hidroxila ligadas a um anel benzênico. É um sólido incolor, muito higroscópico, que fica rosado em contato com o ar e tem cheiro característico. É utilizado na fabricação da baquelite, um “plástico” com o qual são feitas tomadas elétricas, peças de automóvel, eletrodomésticos etc. Trata-se também de um bactericida eficiente.

MATERIAIS E REAGENTES

MATERIAIS:

  • 2 tubo de ensaio
  • 1 tubo de vidro em L
  • 1 erlenmeyer de 250 mL
  • 1 frasco para reagentes
  • 1 funil
  • 1 conta-gotas
  • 1 condensador de tubo reto ou espiral
  • 1 vidro de relógio
  • 1 balança
  • 1 estante para tubos de ensaio
  • 2 rolhas com orifício para o tubo em L, uma para o tubo de ensaio grande e outra para o condensador
  • 1 bico de bunsen
  • 1 espátula
  • 2 pedaços de mangueira de látex cuja medida permita acoplar o condensador à torneira e à pia
  • 2 suportes universais com garras para fixação do tubo de ensaio e do condensador

 REAGENTES:

  • Etanoato de cálcio
  • Solução de bissulfito de sódio em solvente orgânico (éter)

 Cuidado: Certas cetonas possuem relativo grau de toxicidade; portanto, recomenda-se a realização dessas atividades em capela ou em ambientes bem ventilados.

 METODOLOGIA

1 – Reserve 5 g de etanoato de cálcio e coloque-os no interior do tubo de ensaio.

2 – Monte a aparelhagem conforme a figura abaixo.

 

3 – Aqueça o tubo de ensaio de modo homogêneo, fazendo com que haja distribuição do calor por todo o corpo do recipiente. É importante que esse processo seja realizado com a chama fraca.

4 – Aumente a intensidade da chama deixando-a forte e fixa no fundo do tubo de ensaio.

5 – Abra a torneira, de modo que a água circule no interior do condensador.

6 – Aguarde até o líquido ser recolhido.

7 – Armazene-o em um frasco para reagentes.

8 – Em um segundo tubo de ensaio coloque 2 mL da solução concentrada de bissulfito de sódio.

9 – Adicione 10 gotas do produto recolhido no frasco para reagentes, agite-o e aguarde.

 QUESTÕES DE VERIFICAÇÃO:

1) Por que a água deve entrar pela válvula próxima da saída do condensador?

2) O que aconteceu quando a solução de bissulfito de sódio recebeu algumas gotas da cetona formada?

3) Que método seria recomendado para separar os produtos da reação do bissulfito de sódio com acetona?

4) A reação entre cetona e bissulfito foi descoberta pelo químico italiano Cesare Pietro Bertagnini (1827 – 1859), em 1853; por esse motivo, é chamada reação de Bertagnini. A equação a seguir representa essa reação:

Quais as funções orgânicas identificadas nessa reação?

5) Por que se usou o bissulfito de sódio em solução não aquosa?